Am
Am
Nas casas velhas que o progresso ameaça
E7
Restam os vultos de meus dias ternos
Meu rosto jovem dorme na vidraça
Am
Nas noites vastas desses meus invernos
No poço fundo que guardei as sedes
A7 Dm
Vi tardes mornas a pedir janelas
Am
Fiquei aos poucos dentre as tais paredes
E7 Am
Por minha sombra que timbrou-se nelas
Am G F E7
A solidão é que entristece as casas
Am
Vai-se a mobília procurando o preço
G F E7
Os homens partem como quem tem asas
Dm C E7 Am
E mesmo as cartas mudam de endereços
E7 Am
As altas portas a soprar os ventos
E7 Am
Nessas lembranças que a saudade abrasa
E7 Am
Fazem pensar em tantos sentimentos
E7 Am
Que são humanas essas velhas casas
Int.